sexta-feira, 10 de abril de 2015

Modernidade líquida



Admirável chip novo x Modernidade líquida

Em pleno século XXI, tempo em que vivemos uma modernidade líquida, as pessoas ainda são manipuladas e fazem isso com toda felicidade que caiba dentro e fora de si, se sentindo bem com “suas próprias escolhas”. O fato é que ninguém neste mundo é livre da interferência do pensamento de outros, onde outros podem ser desde uma pequena criança até uma instituição religiosa. Somos seres humanos e não conseguimos viver no mundo onde estamos, mantendo contato constante com outros seres, sem que os mesmos nos acrescentem ou nos tirem algo, o nosso “eu” atual é consequência de todos os “eu”, “tu” e “eles” que por aqui passaram.  Contudo, temos que admitir que muitos argumentos que formam o nosso ponto de vista são sim conclusões nossas, mas sem esquecer que a todo o momento somos bombardeados sem que percebamos por ideias de superiores ou de pessoas que querem que a sua verdade seja tida como “A verdade”.
Na primeira estrofe da música admirável chip novo da cantora Pitty, começamos a perceber que ela está preparando uma forte crítica em forma de canção. O fato de ser vista como um robô nos traz a mente várias características do mesmo que incorporadas ao ser humano fariam dele um simples ser programado, apenas mais um para cumprir seu papel na sociedade da maneira que alguém superior a ele ordene e deseje, como um mero fantoche nas mãos de gigantes.
Para encerrar a primeira estrofe da música ela lança a frase “Eu sempre achei que era vivo”, afinal somos ou não vivos? Na estrofe seguinte encontramos a continuação dessa reflexão: “Parafuso e fluido em lugar de articulação, até achava que aqui batia um coração.”. Alguns adjetivos estão entrelaçados ao fato de ser ou estar vivo, tais como: esperto, ágil, forte e distinto; será que em uma sociedade onde tudo e todos são programados para agir como uma minoria determina somos verdadeiramente vivos?
Mesmo quando acreditamos estar libertos, continuamos sendo manipulados e alienados. A busca da realização de um desejo, uma fantasia a ser vivida ou comprada, serve para mascarar ou tirar o nosso foco desse mundo atual em que a individualidade toma conta de cada ser humano que parece não mais se preocupar com o bem estar do outro a menos que seja recompensado de alguma forma, recompensa essa que pode variar de um simples ou não tão simples status a puro capital, ah, por falar em capital, o que seria da sociedade que vivemos hoje sem ele? Afinal o que move essa modernidade líquida?

Em reposta a pergunta anterior, o que move essa modernidade é a busca pela individualidade, o desejo de ser e fazer o que quiser, sem precisar cumprir ideias impostas por um sistema que na realidade não lhe representa.
A modernidade líquida não combina com uma sociedade em que todos estão programados para agir e pensar igualmente, é preciso livrar-se dos olhos de robô e dos parafusos, é hora de pensar, ler, compreender, tirar conclusões sobre... Somos seres humanos, temos essa capacidade.
Em tempos de uma modernidade sólida, onde tudo parece mais firme, difícil de ser mudado e ao mesmo tempo mais fácil de ser controlado, a frase estampada na nossa amada bandeira brasileira faria mais sentido, a ordem e o progresso seriam pontos altos da modernidade sólida, mas na modernidade líquida, a ordem e o progresso parecem não estar tão próximas do Brasil de 2015.
“Não, senhor, sim, senhor”, parece que nesse mundo alguém ainda é superior.

sábado, 4 de abril de 2015

Acabo de ver uma notícia que chamou profundamente minha atenção, me lembrei de algo que o padre da minha paróquia falou ontem na Missa da Paixão do Senhor, não me lembro das palavras exatas, mas o que ficou martelando na minha cabeça foi que em um tempo em que tantas pessoas estão sendo mortas injustamente, estão passando fome, pais e mães de família que não conseguem arrumar um emprego, milhares de pessoas sendo vítimas das mais diversas formas de preconceito, os meios de comunicação e a sociedade (com exceções, claro) só estão preocupadas com o velório de alguém influente (com todo respeito aos amigos e familiares), com os ovos de chocolate e com a maneira como servirão seu tradicional peixe da Semana Santa. Porém, ao vivermos esse momento sublime em que deveríamos relembrar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, suponho que a nossa preocupação maior não deveria ser o tempero do peixe, ainda acrescento, todos os dias deveríamos voltar o nosso olhar e oferecer ajuda aqueles que sofrem, devemos nos espelhar mais na figura do Cristo e fazer ao menos um pouco do que Ele nos pediu e continua pedindo, afinal, onde está o nosso amor ao próximo?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sobre a colação de grau...

Amanhã é um dia muito importante para mim. O vestido preto já está pronto, os sapatos brilhando e a hora na cabeleireira já está marcada. Porém, mais do que esses detalhes (importantes, mas detalhes) está ansioso meu coração! Aaah, foram pouco mais de 4 anos, duas greves, inúmeros professores, amizades insubstituíveis, algumas dezenas de provas, algumas decepções, anseios... Entretanto, o amanhã vem chegando trazendo consigo um certificado com meu nome escrito em letras bonitas, é só um papel, eu sei. Mas o que tem por trás dele? [Paciência e impaciência, amor e "ódio", notas altíssimas e baixíssimas, noites em claro e dias no escuro, amigos e não tão amigos, orientadores e desorientados...] Como foi difícil chegar até aqui.
Um coração extremamente agradecido louva a Deus, ao meu bom Deus. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sobre atividades de educação ambiental...

Oficina de bloquinhos 

  • Material necessário:
 - Perfurador de papel;
- Folhas de papel de um caderno velho ou usada apenas em um dos lados;
- Pedaços de cartolina ou papelão (já utilizados);
- Figurinhas, imagens recortadas de jornais ou revistas, fitas, glitter, lápis de cor, tesoura e cola.

  •   Como fazer:
  1.  Corte as folhas do seu bloquinho do tamanho desejado;
  2. Corte o papelão ou cartolina um pouco maior do que as folhas, cada bloquinho leva 2 pedaços desses para que ele possa ficar firme, um para a capa da frente e outra para o final;
  3. Com o perfurador, faça 2 furos na parte superior das folhas e da capa;
  4. Passe uma fita ou barbante pelos furinhos e amarre de maneira que as folhas e a capa fiquem como um caderninho, certifique-se de que consegue passar as folhas facilmente;
  5. Para decorar, utilize figurinhas, glitter, lápis de cor e muita criatividade.
Antes, durante e depois da atividade, é importante falar sobre reciclagem e a relação do homem com a natureza.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sobre os galhos secos de uma árvore qualquer...

Milagres existem, acontecem.

Eu vi uma flor brotar onde você jamais esperaria.
Um galho seco necessita de uma gota de esperança, nada mais.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sobre o amor...

Por acreditar seriamente que uma dose de amor cura toda [e qualquer] ferida, que nos afoguemos neste sentimento [ou neste ato de amar] como quem se afoga em um calmo rio sufocando-se com a doçura de suas águas [um tanto quanto poluídas].
viva o amor, que o amor viva!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sobre o futuro...

Ontem conheci um senhor, diretor técnico de um aterro sanitário, enquanto ele falava de como "o lixo o contaminou" (palavras dele), fiquei encantada com o seu encanto ao falar do que fazia, as palavras saiam de sua boca em alguns intervalos de sorrisos e seu olhar brilhava ao se referir  todo trabalho que já teve e terá em sua profissão.
Espero ser uma profissional tão dedicada como ele é, ser uma verdadeira jornalista, sempre disposta e com muito amor pelo meu trabalho (que nem o considero assim rs) e respeito para com o outro.

Sinceros sentimentos de uma aprendiz de jornalista.